terça-feira, 23 de setembro de 2008

[último dia]
Na facul: prova de química
Nota?
Sem corrigir já sei, redonda como o sol!
Péssima calma
Dores de estômago intermináveis
Calma desnecessária
Desleicho que assusta.
.
Na saída Ju puxou minha orelha
Como vem puxando desde o começo do semestre
- Você não era assim!
-É flor, eu não era!
- Amanhã eu quero outra pessoa aqui! Quero a Aline de volta, entendeu?
- Sim senhora...
*
Agora a noite: fome ou dor de estômago?
Já não sei identificar!
Por via das dúvidas me renderei a vontade
China In Box de Camarão
Tem gosto de última vez
Quem sabe foi aí que me perdi!






sexta-feira, 19 de setembro de 2008

[sensação da presença]

Ela acaba de ouvir o barulho que os pés dele fazem ao pararem no carpete de entrada.
Sem levantar a cabeça, sentiu seu cheiro.
Ao olhar viu que ele não estava lá.
Não havia ninguém.
Percebeu que estava só e o quanto está triste hoje.
Percebeu o quanto precisava do teu abraço.
Ela não quer ser egoísta - ele tem outros planos para hoje.
Mas não conseguiu não pensar que bom seria
Se ouvisse o barulhos dos seus pés
Seguidos de um "boa noite".
Ela abriria o sorriso de sempre
Mas o de hoje teria mais cor.
roubando o flick da LP só um pouquinho (rs)
[especial pro Ro - referente ao post anterior]





[isso que chamo de virar uma EMA]



[a conversa sincera de ontem]

[ele + ela = nós quatro]

Ele: eu ainda penso nela; não passa um dia sem que eu pense. Ela vem e invade minha cabeça e eu não sei o que fazer. Perdi o sono várias vezes. Tá acontecendo desde aquela vez que a gente conversou...

(ela percebeu a voz dele afinar, como se fosse chorar, mas seus olhos fixaram a mesa a sua frente)

Ela: Não tenho por que mentir. Também tenho pensado muito nele. Tenho sonhado. Algumas músicas que ouço me dão vontade de chorar e eu fico me perguntando onde foi que nós erramos. Será que eu ser "boa demais" como ele disse foi o erro?

(ela percebeu sua própria voz afinar e os olhos umidecerem, então saiu de seu campo de visão)

Ela: Você tem vontade de voltar?

Ele: Não e você?

Ela: Não, mas sinto saudade da pessoa, da situação e vontade de dizer umas verdades.

Ele: Eu também, tem certas coisas engasgadas sabe!

(vontade: abraçar ele por mais essa nossas conversa. - adoro-te)

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Vanessa da Mata - Amado

[sem tempo para fazer o vídeo de inscrição da rádio]

Como pode ser gostar de alguém
E esse tal alguém não ser seu
Fico desejando nós gastando o mar
Pôr do Sol, postal, mais ninguém
.

Peço tanto a Deus
Para esquecer
Mas só de pedir me lembro
Minha linda flor
Meu jasmim será
Meus melhores beijos serão seus
.

Sinto que você é ligado a mim
Sempre que estou indo, volto atrás
Estou entregue a ponto de estar sempre só
Esperando um sim ou nunca mais
.
É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer
.

Sinto absoluto o dom de existir, não há solidão, nem pena
Nessa doação, milagres do amor
Sinto uma extensão divina
.
É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer
Quero dançar com você
Dançar com você
Quero dançar com você
Dançar com você

terça-feira, 16 de setembro de 2008

[de novo]

Acordou a semana com o sono de não ter dormido
Lembrou das palavras de alguém que dizia:
"Já começo a semana cansado!"
Sonhou com sua família e com ele
Mas ele tinha atitudes diferentes das reais
Concluiu que então não era ele no sonho
E sim o tipo de pessoa que ela sonhou
Que ele pudesse ser um dia

-sem sentimentos para o momento-
-de branco e de braços abertos para novos horizontes profissionais-
-espectativas-
-Obrigada Senhor!-

sábado, 13 de setembro de 2008

[Reflexão]

Não é que Line seja grossa
Na verdade é até "boa demais"
Mas as pessoas confundendem bondade com submissão
Não é bem assim, não é por ai...
E não há outro jeito senão alertar
Que pisar no seu calo incomoda demais
E quando se torna repetitivo
É como a gota que transborda o copo cheio
Ela jorra palavras, ela molha de verdades
Não há como segurar, como não falar
Vem a sensura: "Vocé é muito grossa!"
Mas ninguém olha para trás
Ninguém lembra o quanto Line precaveu
As suas verdades dóem uma dor negra
Quando fica amarga não existe nem sorrizo
Irredutível
Com razão demais para dar um passo atrás
Não venha lhe pedir desculpas
Embrulhe o tempo num papel vermelho
E a dê espaço

domingo, 7 de setembro de 2008

- manteiga derretida -
[domingo]

Sou mesmo
Choro em filmes de amor
Me emociono com a felicidade alheia
Por que me coloco no lugar do outro
Sou anormal
Ninguém pensa no outro
Nas suas fraquezas ou felicidades
Ninguém comemora realizações particulares
De outras pessoas
Simplesmente por saber
Que os outros estão realizados
E essa realização não me atinge
Mas eu me emociono
Fico feliz
Até choro, depende
Porquê?
Por que eu ainda sinto afeto?
Por que eu tenho consideração?
Não sei explicar
Só sei sentir
.
Hoje foi assim, numa conversa por MSN soube :
- A Ma ficou sabendo essa semana que vai ser mamãe!

Eu respondi na conversa:
- Ai que lindo.. to chorando ... vc não sabe o qto feliz por ela, e mto pelos seus pais... Parece que vejo sua mãe e ela conversando e ela contando.

Eu chorei, continuo chorando agora e enquanto choro mal consigo escrever. Porquê eu me emocionei dessa forma? A Ma não pertence mais a minha vida e eu não tenho esperanças de que volte a pertencer, mas eu continuo chorando, sentindo.
Tanta coisa passou ( e está passando) pela minha cabeça nesse momento. E sinto uma dor no peito e uma felicidade muito grande por ela. Não preciso fechar os olhos para imaginar ela segurando o bebe, paredes claras, verdes-claras, e muita felicidade.
Porquê estou sentindo isso tão forte?
# chuva de lágrimas #
[sábado]

Madrugada
Chovia muito
Depois parou
Ficou aquele cheiro de chuva
De grama molhada e terra fresca
Primeiro ficou quente
Depois esfriou
As lágrimas rolaram e tudo ficou ainda mais frio
Ninguém percebeu as lágrimas
Vieram o mais silencioso possível
As palavras chegaram
Line pediu silêncio
Seus olhos estavam úmidos
Suas mãos queriam falar
Tocou outra mão com a ponta dos dedos
Sentiu suas unhas
Suas cutículas
Cada dobra da sua mão esquerda
As lágrimas corriam e ninguém via
Line adora a noite
Ninguém lê seus olhos na escuridão

Quando as palavras voltaram
Houve sinceridade
Line assumiu que chorava
Mas não sabia porque
Que isso as vezes acontecia
Raras vezes
E que a muito não acontecia

Houve conversa por longas horas
Madrugada a dentro
Muita sinceridade
Muitas histórias
Muitos copos de água
Coisas foram ditas que ninguém nunca ouviu
Todos os elefantes saíram dos ombros
E o sono veio
E os sonhos não vieram
Felizmente


*Céu de estrelas*
[sexta-feira]

Line foi dormir
Havia estrelas no teto
Eram estrelas grandes e havia planetas
Era Saturno
Havia também cometas
Lembrou que no teto dele
As estrelas eram pequenas
E só havia estrelas
Algumas manhãs havia estrelas no chão
Aquelas estrelas pequenas guardaram os sonhos de Line por muitas noites
Foram motivo de conversa por muitas madrugadas
E o brilho esverdeado ficava opaco
Quando o sono vinha

Mas as estrelas grandes a fizeram lembrar das pequenas
As viu e não deu atenção
Foi dormir
Mas a cabeça de Line não deixou passar em branco
A fez sonhar a noite toda
Sonho estranho
Line não entendeu nada

Quando acordou repassou o sonho na mente
Queria não ter acordado para saber o fim do sonho
Mas era tarde demais
Se insistisse talvez criasse um final
Mas será que criaria um final feliz?

No sonho Line estava no alto de uma montanha
Numa cama de casal dourada de lençóis brancos
De sua montanha via outra montanha a frente
Havia uma corda grossa da outra montanha
Até o pé da sua cama
Abaixo, a esquerda, havia pessoas
Line não sabe quem são
Não houve distinção dos rostos
Todos acompanhavam atentamente uma pessoa
Ela ou ele - Line não lembra
Lia uma história
Line não podia descer da montanha
Durante muito tempo observou as pessoas
Torturou-se de vontade de ser uma delas
De escutar a história
Line estava sozinha no alto da montanha
As pessoas a viam e ignoravam sua existência
Cansada, examinou a montanha
Descobriu uma maneira de descer pela parte de trás
Era arriscado
Ótimo! Colocou um pouco de emoção em sua vida
Conseguiu descer e estava agora numa casa
Era uma sala
Havia uma televisão ligada
Debaixo da tv havia 2 aquários
De tamanho médio cada um
Quem colocaria aquários debaixo da tv?
Não se lembrou de ninguém
Mas associou os aquários - sem dúvida
Andou pela casa por um corredor
Era de paredes branca
Mas de repente tudo ficou marrom
Era madeira
Era bonito, tinha brilho
Line assustou-se mas seguiu em frente
A sua frente encontrou o dono das estrelas pequenas
Eles se olharam
Se abraçaram
Line pode sentir o abraço mesmo dormindo
Choraram muito
Não houve palavras
Soluçaram de tanto chorar
Como era de costume

Line acordou sem resposta alguma do porque de tudo aquilo.
Só conseguiu lembrar que a muito tempo não via as estrelas pequenas e nem sonhava com seu dono.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

[desânimo]

Os livros já não atraem tanto
Falta esforço
Sobra preguiça
Falta empenho
Sobram pensamentos
Falta ação
Sobram porquês
Os sábados são os melhores
Tem alegria, amigos, sorrisos
Tem uma bebidinhas
Todo bicho bebe
Sal ... muito sal
zzzz
Acúçar então.. ECA!!!!
Me veja uma água por favor
Rastro de açúcar no sofá
"Extravasa, libera e joga tudo pro ar"
Voltar na estrada fazendo zig-zag
Enquanto sintoniza uma rádio
Geléia de amora antes de dormir - perfeito
Dormir só se for até as 15h do domingo
Acordar pessoas com cócegas nos pés
Rir de alegria
Rir de medo
Pensar no certo e errado
Não tomar decisão alguma
Sentir que de alguma forma
Ainda falta algo.
"... Chove Chuva na sua boca
E você não bebe
Há palavras, existem letras
Mas você não forma
As frases loucas que cultiva por ai."
"... Mas não polua minha cultura
Não venha dividir comigo sua auto-estima
Me desencontre, não me prostitua
Sa não seremos mais uma carcaça em desgraça por aí."

[Meu Ego - Roberto Carlos e Erasmo Carlos]
.
Jú: - Prostitua? Nossa que forte!
Li: Prostitua sim, adoro a verdade, então que seja nua e crua!